<i>«Vitória»</i>, pelo Teatro dos Aloés

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A peça «Vitória», do dramaturgo sul-africano Athol Fugard, estreou, dia 16, nos Recreios da Amadora, levada à cena pelo Teatro dos Aloés, sob encenação de José Peixoto.

Trata-se de uma peça, como todas as do autor, «escrita para os sul-africanos», sobre a realidade e problemas do pós-apartheid: o desemprego, a violência, a criminalidade, o racismo, as desigualdades sociais, o desespero dos jovens face a um futuro sem perspectivas.

Porém, abstraindo-nos do colorido local, os problemas de que falam as personagens são os mesmo que se agudizam diariamente no nosso país. Por isso, a tradução portuguesa, como escreve Rui Pina Coelho, colocou como objectivo «fazer com que o texto não tivesse nada de exótico, que não parecesse uma coisa oriunda de um continente diferente, onde os problemas são diferentes, as pessoas diferentes e que não tivesse nada a ver com as nossas vidas. Tentámos que o caroço do texto ficasse mais visível, mais próximo das nossas assimetrias e problemas sociais».

O espectáculo, que pode ser visto até domingo nos Recreios da Amadora, estará até 10 de Abril no Teatro Municipal de Almada e em seguida na Casa de Teatro de Sintra.



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